terça-feira, 8 de março de 2011

Relações étnico-raciais



Os quibombolas é um povo que vem lutando para manter sua cultura e tradição através dos tempos.
Hoje ainda vemos alguns quibombolas em alguns Estados do Brasil tentando seguir suas tradições.
Os remanescentes de algumas comunidades dos quilombos sofreram algumas mudanças e modificações em relação ao que se havia concebido pelos historiadores.



“O Brasil é um país que está aberto a novas etnias e novas raças, a diversidade entre diversos grupos faz com que a população, passe a articular medidas para que o esforço comunitário vá em direção a um mesmo propósito. A descriminação é processo que está vinculado aos indivíduos em que ele não perceba como é  apresentado diferenciação entre os seres vivos”.




O racismo, a marginalização tem passado por diversos processos de transformação  no Brasil,  de maneira a combater principalmente pelas comunidades de movimento negro.




Sujeitos dos saberes

 De acordo com Sérgio Augusto Domingues[1], 2009 , a preocupação dos homens de poder , tem sido de desvalorizar a cultura indígena, são poucos os índios que restaram, e os mesmos lutam por uma sobrevivência e a educação prevista por eles, muitas vezes é relacionada não só de alfabetização e matemática, no ensino de motoristas e muitas vezes, aquela cultura que eles tinham como por exemplo a pajelança e muitas danças típicas que os mesmos tinham em seu modo de vida, hoje está mudando, muitos deles já não usam aqueles trajes fabricados de elementos da natureza e sim já se portam, como os homens que não são índios. Quando um  povo não tem sua cultura respeitada, seus costumes e crenças são ignorados então podemos dizer que foram  violentados. Os materiais que relatam sobre a  história, a verdadeira “História” não era mostrada de tal como o fato era apresentado.  Por muitos anos fomos educados  que os índios eram “selvagens”, diferentes do homem branco “civilizado”.

Até a colonização acontecer os índios sofreram muitas perdas ficaram órfãos, restando neles  um sentimento de submissão e perda.
Hoje, não mudou muita coisa, a defesa dos Direitos Humanos está ligada à Educação Indígena, uma vez que são considerados estrangeiros dentro de seu próprio país. Muitas ONGs tentaram inovar os métodos de alfabetização indígena, que reconduz os índios ao seu modo de viver tradicional, à busca das origens e reconstrução da identidade indígena.
Na orientação escolar dos indígenas formam-se monitores motoristas, professores, para que possam recuperar as funções de autonomia na gestão de sua própria sobrevivência. Hoje existem alfabetizadores no meio de alguns grupos indígenas do Brasil
Os índios são “civilizados” e “organizados”, tem sua própria cultura e devem ser respeitados como qualquer povo.


 




[1] Sérgio Augusto Domingues - Professor Pós-Doutor Sociólogo e Antropólogo pela Faculdade de Filosofia e Ciências Universidade Estadual Paulista - UNESP

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